Lá em 2022, quando o ChatGPT apareceu, muitos ficaram apreensivos e se perguntando se aquela seria, de fato, a era da IA para criar textos, capaz de substituir quem escreve.
Ao avançarmos para 2025, percebemos que o cenário é outro. O ChatGPT ultrapassou os 800 milhões de usuários semanais e já faz parte da rotina de quem trabalha com conteúdo. Ainda assim, uma coisa segue clara: a inteligência artificial pode apoiar, mas não substitui o olhar humano.
Ela agiliza processos, clareia ideias e até ajuda a destravar bloqueios criativos, mas sem direcionamento estratégico, o risco do conteúdo soar genérico, repetitivo e distante de qualquer resultado concreto é alto.
Se a IA já faz parte do seu processo ou está prestes a entrar, vale fazer uma pausa antes de seguir no automático. Vem com a gente descobrir quais erros não cometer na hora de criar conteúdo com IA.
Por que usar a IA para criar textos?
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que usar inteligência artificial na produção de conteúdo não significa terceirizar a responsabilidade criativa. A IA pode ser útil, mas é apoio, não substituição.
E útil ela tem sido para muita gente. O ChatGPT já processa mais de 1 bilhão de consultas todos os dias, segundo o Demand Sage. Isso mostra o quanto a ferramenta se tornou parte da rotina de quem escreve, planeja e produz conteúdo em diferentes formatos.
A IA é capaz de organizar ideias, sugerir estruturas e acelerar etapas do processo, mas ainda não conhece o seu público, não entende o momento da sua marca e tampouco escolhe o tom certo para se conectar com quem lê.
Encarar a IA como uma solução completa é abrir mão do que realmente transforma um texto em conteúdo de verdade. E o que faz essa diferença ainda depende de gente de verdade:
- O olhar humano que interpreta o contexto e a intenção;
- O repertório criativo que conecta ideias de forma original;
- A sensibilidade para ajustar o tom, a linguagem e o ritmo de leitura.
7 Erros para evitar ao usar a IA para criar textos
Se a inteligência artificial pode ser uma aliada na produção, o uso equivocado dela tem tudo para gerar mais problema do que solução. E, por mais que pareçam simples, alguns deslizes ainda são comuns até entre quem usa a ferramenta no dia a dia.
Será que você já cometeu algum desses erros sem perceber? Confira abaixo quais são os principais e como evitar cada um deles.
1. Confiar cegamente nas informações geradas
Um dos erros mais comuns é confiar 100% nos dados, fatos ou referências que o ChatGPT apresenta sem checar a veracidade.
A ferramenta é treinada com base em grandes volumes de informação, mas não acessa a internet em tempo real nem tem senso crítico. Ela pode gerar números fictícios, datas imprecisas e até citar fontes que não existem.
Na produção de conteúdo, isso compromete a credibilidade do texto e enfraquece a confiança da audiência na sua marca. Por isso, vale adotar algumas boas práticas simples:
- Evite copiar dados diretamente da IA sem checar a fonte;
- Sempre confirme estatísticas e datas com materiais atualizados;
- Desconfie de menções a pesquisas ou autores sem referência clara;
- Use a IA como ponto de partida, nunca como fonte definitiva.
2. Não revisar ou editar o texto final
Publicar direto o que a IA entrega, sem nenhuma edição, é um dos erros mais comuns e também dos mais prejudiciais. Por mais que o texto pareça pronto, ele quase nunca está no tom certo nem traduz com precisão o que a sua marca quer comunicar.
A inteligência artificial organiza bem as ideias, mas tende a repetir padrões, usar expressões genéricas e entregar estruturas previsíveis. Sem revisão, o conteúdo pode soar artificial e distante de quem lê.
Para garantir um texto mais alinhado com sua estratégia:
- Revise o texto pensando no tom de voz da marca;
- Elimine frases genéricas ou repetitivas;
- Adapte a linguagem ao público e ao canal onde será publicado;
- Reforce os pontos-chave para alinhar com sua estratégia.
3. Usar conteúdo genérico sem adaptar à persona
Mesmo com boa organização de ideias, a IA ainda desconhece quem está do outro lado da tela. Sem ajustes, o resultado costuma ser um texto correto, mas distante de quem realmente importa.
Ignorar a linguagem e as referências do público é o caminho mais curto para um conteúdo irrelevante. Sem conexão, não há impacto.
É a personalização que transforma uma base genérica em um conteúdo capaz de gerar conexão real com a audiência. Veja algumas práticas para garantir essa adaptação:
- Releia o texto com foco em quem vai consumir o conteúdo;
- Ajuste o vocabulário, os exemplos e o tom de acordo com a persona;
- Elimine frases neutras ou genéricas demais;
- Inclua elementos que façam sentido dentro do universo do seu público.
4. Ignorar SEO e palavras-chave estratégicas
Quem usa IA para criar textos já percebeu que o ChatGPT pode gerar versões super otimizadas para SEO, às vezes até demais. O problema é que, nesse esforço de agradar os mecanismos de busca, a experiência de quem lê costuma ficar em segundo plano.
Textos excessivamente voltados para palavras-chave tendem a ser repetitivos, mecânicos e pouco envolventes. E o próprio Google já deixou claro que prioriza conteúdos que combinam utilidade com leitura fluida, e não apenas aqueles construídos para o algoritmo.
É possível usar a IA a favor do SEO sem abrir mão da qualidade. Para isso:
- Evite repetir a palavra-chave em excesso no mesmo parágrafo;
- Reforce a leitura natural, mesmo em trechos otimizados;
- Use variações semânticas para manter fluidez e alcance;
- Garanta que o texto responda de forma objetiva à intenção de busca.
5. Não fornecer um bom prompt ou contexto claro
O ChatGPT funciona com base nas instruções que recebe. Se o comando é genérico ou incompleto, o resultado não tem como ser diferente. Mesmo com toda a capacidade técnica, a IA precisa de direcionamento claro para entregar algo relevante.
Prompts vagos levam a respostas igualmente vagas. E isso significa mais trabalho na edição, ajustes manuais e, muitas vezes, um conteúdo que não chega nem perto do que você precisava.
Para extrair o melhor da IA, vale investir alguns minutos a mais na formulação do prompt:
- Seja específico sobre o formato e o objetivo do texto;
- Inclua informações sobre persona, tom de voz e contexto;
- Apresente referências ou exemplos de estilo desejado;
- Revise e refine o prompt com base nas respostas recebidas.
Leia também: Como criar imagens com IA: conheça 10 ferramentas
6. Publicar sem verificar originalidade ou plágio
O conteúdo gerado por IA pode parecer inédito à primeira vista, mas nem sempre é. Como a ferramenta se baseia em padrões e exemplos já existentes, há sempre o risco de reproduzir trechos semelhantes a textos disponíveis na internet, ainda que de forma não intencional.
Isso acaba gerando problemas sérios. Além de prejudicar o ranqueamento orgânico, por ferir diretrizes de conteúdo original do Google, também coloca em risco a reputação da marca ao publicar algo que possa ser considerado plágio.
Antes de apertar o “publicar”, vale adotar algumas medidas simples:
- Utilize ferramentas de checagem de plágio, como Copyscape, Plagium ou Grammarly;
- Revise o texto com olhar crítico, buscando estruturas ou expressões muito comuns;
- Reescreva trechos que soem genéricos ou “prontos demais”;
- Prefira sempre adicionar um toque original à abordagem e ao ponto de vista.
7. Depender apenas da IA e abandonar a criatividade humana
A IA escreve rápido, organiza bem e até propõe estruturas coerentes. Quem já usou com frequência, no entanto, sabe que muitas ideias são repetitivas, batidas e seguem um padrão que, com o tempo, se torna previsível.
Ela até sugere caminhos, mas não interpreta nuances nem escolhe o tom certo. Isso ainda é função de quem entende o cenário completo.
Por isso, o fator humano continua essencial. O repertório criativo e o olhar crítico de quem escreve são o que transformam um rascunho automatizado em conteúdo com personalidade, clareza e conexão real.
Boas práticas que equilibram agilidade com personalidade no conteúdo:
- Use a IA como apoio, mas nunca como autora principal;
- Reescreva trechos que soem genéricos ou mecânicos;
- Imprima sua visão, estilo e ponto de vista no conteúdo;
- Avalie sempre se o texto traduz bem o que a sua marca quer dizer.
Quais as limitações da Inteligência Artificial na produção de conteúdo?
Ferramentas como o ChatGPT já conseguem estruturar ideias, acelerar processos e sugerir caminhos. Ainda assim, não interpretam nuances, não entendem contexto e não reconhecem a intenção de quem cria. E isso faz toda a diferença no conteúdo final.
A inteligência artificial opera com base em padrões. Ela não acessa dados em tempo real, não compreende o momento da sua marca e não tem sensibilidade para ajustar o discurso conforme a audiência. O resultado até parece funcional, mas dificilmente será memorável ou relevante.
Quando o assunto são dados, estatísticas e fontes, o cuidado precisa ser ainda maior. A IA pode apresentar números imprecisos, citar pesquisas que não existem ou usar informações desatualizadas. Sem o crivo humano, o risco de comprometer a credibilidade da marca é real.
E o próprio Google já deixou claro que o foco vai além da otimização técnica. Como reforça Luis Paulo, estrategista da Gummy:
O texto da IA visa mais SEO do que a experiência de leitura, e o Google não irá priorizar conteúdos feitos com foco em SEO, tanto para priorizar os critérios EEAT quanto para que ele não torne a sua inteligência artificial um papagaio da IA. Ou seja, que suas respostas e conteúdos disponibilizados nas páginas de pesquisa não sejam embasados em textos produzidos por outras IAs, pois isso poderia prejudicar a assertividade das SERPs de IA overview.
No fim das contas, conteúdo que não entrega utilidade, confiabilidade e originalidade perde espaço. Com os leitores e com os buscadores.
Tecnologia a favor da criatividade e não no lugar dela
Foco. Essa é a palavra que diferencia quem usa IA por usar de quem transforma a ferramenta em aliada estratégica.
Quando a prioridade é gerar conexão, comunicar com clareza e entregar valor, a inteligência artificial vira apoio, não atalho.
Ela agiliza processos, organiza ideias e até ajuda a encontrar novos caminhos, mas quem dá o tom, escolhe o rumo e transforma informação em conteúdo que marca ainda é o fator humano.
Criar com impacto exige mais do que automação. Exige contexto, repertório e intenção clara. É isso que mantém a originalidade viva em meio à tecnologia.
Quer um time que une criatividade e dados na sua estratégia de conteúdo? Conheça o jeito Gummy de produzir!