Sabe aquele vídeo despretensioso de alguém testando um produto pela primeira vez? Pois é. Ele pode vender mais do que uma campanha inteira com roteiros milimetricamente pensados.

É por isso que tanta gente quer entender como trabalhar com UGC, o conteúdo gerado por usuários reais, que compartilham suas experiências de forma espontânea, sem a “cara de anúncio”. E o melhor, sem precisar ter milhões de seguidores ou um estúdio em casa.

O que antes era visto como algo amador hoje é tratado como ativo estratégico. Marcas estão cada vez mais atentas a quem consegue transformar situações do dia a dia em conteúdos que criam conexão, despertam curiosidade e, claro, geram resultado.

Quer entender por que o UGC virou profissão, como entrar nesse mercado e o que você precisa saber para se destacar? A gente te mostra o caminho.

Como trabalhar com UGC e entrar no mercado digital

Por que tanta gente quer trabalhar com UGC?

A creator economy cresceu e com ela, surgiram novas formas de trabalhar com conteúdo sem depender de fama, seguidores ou grandes estruturas. O UGC é uma das portas de entrada mais acessíveis para quem quer viver disso.

Produzir conteúdo para marcas já não é mais exclusividade de grandes influenciadores. O que vale, hoje, é a autenticidade, a criatividade no olhar e a capacidade de gerar conexão real.

Os números ajudam a entender por que tanta gente quer saber como trabalhar com UGC:

  • Segundo o site DemandSage, o mundo já conta com mais de 300 milhões de criadores de conteúdo, sendo aproximadamente 20 milhões apenas no Brasil;
  • O Censo Creator Economy Brasil 2025, realizado pela Wake Creators, aponta que cerca de 500 mil creators brasileiros já ultrapassaram a marca de 10 mil seguidores;
  • De acordo com o estudo “O Cenário da Creator Economy no Brasil 2025”, feito pela Favikon em parceria com a People2Biz, as marcas estão redirecionando parte dos seus orçamentos de mídia paga para colaborações com creators;
  • Um levantamento conduzido pela FGV, em parceria com a Hotmart, revela que criadores que têm a plataforma como principal fonte de renda faturam, em média, R$ 11.959,00 por mês.

Enquanto as marcas buscam conteúdo mais real e próximo, os criadores enxergam no UGC a chance de trabalhar com mais liberdade, transformar habilidades em renda e ocupar um espaço cada vez mais valorizado na comunicação digital.

Quem pode trabalhar com UGC?

A resposta curta? Qualquer pessoa.

Diferente do que muita gente imagina, você não precisa ter seguidores, câmera profissional ou um feed digno de influenciador. O que conta aqui é o olhar, a disposição pra testar, aprender e comunicar de forma autêntica.

Alguns perfis acabam se destacando mais rápido nesse mercado:

  • Quem gosta de testar produtos no dia a dia;
  • Quem se comunica bem em vídeo, mesmo que seja com o celular na mão;
  • Quem tem criatividade para transformar situações simples em conteúdo interessante;
  • Quem é curioso e aprende rápido ferramentas básicas de edição, gravação e roteiro.

Se você já tem o costume de indicar coisas para amigos, gravar vídeos no estilo “olha isso” ou montar um Reels só por diversão, talvez já esteja mais perto de se tornar um UGC creator do que imagina.

Como começar a trabalhar com UGC em 5 passos

Antes de sair gravando vídeos, vale entender uma coisa: quem descobre como trabalhar com UGC de forma estratégica tem mais chances de fechar bons trabalhos e construir um portfólio que se destaca.

Você não precisa de uma super câmera, nem de cases com grandes marcas. Mas precisa mostrar que sabe traduzir ideias em conteúdos que fazem sentido para o universo das marcas.

A seguir, cinco passos práticos para tirar seus primeiros vídeos do papel e começar a se posicionar como criador de UGC de verdade.

1. Estude o que é UGC de verdade

Quem quer aprender como trabalhar com UGC precisa começar pelo básico que é entender o que esse tipo de conteúdo realmente representa.

UGC, ou conteúdo gerado por usuários, é diferente de uma publi tradicional. Ele nasce da experiência real de uma pessoa com um produto ou serviço, usando uma linguagem leve, natural e com cara de indicação sincera.

Para começar a estudar, vale buscar exemplos que costumam aparecer nos portfólios de quem já atua como UGC creator:

  • Unboxings com reações espontâneas;
  • Testes práticos mostrando o uso no dia a dia;
  • Reviews curtos, com opinião direta;
  • Dicas e comparações em tom de conversa;
  • Reels ou TikTok com storytelling simples e envolvente.

Observar esse tipo de conteúdo ajuda a identificar padrões — de fala, de formato, de intenção. E quanto mais você entende como o UGC funciona na prática, mais preparado estará para produzir vídeos que geram resultado.

2. Monte um portfólio (mesmo sem clientes)

Você não precisa esperar o primeiro contrato para mostrar que sabe produzir conteúdo no formato UGC. Um portfólio bem pensado, mesmo que com exemplos fictícios, já é suficiente para chamar atenção das marcas.

O que importa é demonstrar domínio do estilo, criatividade e capacidade de transformar produtos comuns em conteúdos com apelo real. Para começar:

  • Escolha produtos que você já tem em casa e que poderiam estar em campanhas reais;
  • Grave vídeos curtos simulando situações de uso, como testes, unboxings ou recomendações;
  • Varie os formatos: conteúdo falado, só com texto na tela, narração, estilo tutorial;
  • Use enquadramentos simples, com boa luz e áudio claro;
  • Evite parecer “publicitário demais”, o tom deve ser leve e natural.

Depois de criar, organize tudo em um link fácil de acessar. Pode ser um portfólio no Notion, Canva, Google Drive ou até um perfil no Instagram voltado só para isso.

As marcas não querem um vídeo perfeito. Querem sentir que aquele conteúdo poderia funcionar com o público delas.

3. Use o que você já tem

Antes de investir em equipamento, cenário ou edições profissionais, olhe ao redor. Você provavelmente já tem tudo o que precisa para começar.

Muita gente trava achando que precisa de câmera, microfone e iluminação especial, mas o UGC valoriza o real, não o superproduzido.

Veja o que dá para aproveitar agora:

  • Seu celular: com uma câmera limpa e boa luz natural, já resolve;
  • Itens do dia a dia: produtos que você usa e indicaria para outras pessoas;
  • Ambientes comuns: uma mesa perto da janela, o banheiro bem iluminado, a cozinha arrumada;
  • Aplicativos simples de edição: como CapCut, InShot ou o próprio editor do Instagram.

O que realmente faz diferença não é o equipamento, e sim a forma como você transforma experiências simples em conteúdo que conecta. Use o que já tem e vá evoluindo à medida que ganha confiança.

4. Vá onde estão as oportunidades

Saber como trabalhar com UGC também é saber onde se posicionar. Criar conteúdo é só parte do trabalho, e a outra está em garantir que ele chegue até as pessoas certas, nos lugares certos.

Hoje, existem diversos caminhos para encontrar oportunidades como creator:

  • Plataformas freelancer como Workana, Fiverr, Upwork e Comunica Freelancer;
  • Grupos de WhatsApp e Discord voltados para creators e profissionais de marketing;
  • Vagas divulgadas no LinkedIn e Twitter (X), com palavras-chave estratégicas;
  • Perfis de marcas que já usam UGC, onde vale observar, interagir e criar conexão;
  • Redes que conectam talentos criativos a marcas, como o TTCX.

5. Se posicione como UGC Creator

Criar vídeos bons é essencial, mas mostrar ao mercado que você é um UGC creator preparado para trabalhar com marcas é o que realmente abre portas.

Tudo começa com o jeito como você se apresenta. Não deixe dúvidas sobre o que você faz, nem dificulte o acesso ao seu trabalho.

Algumas ações simples já fazem diferença:

  • Atualize sua bio no Instagram, LinkedIn ou onde for mais estratégico, deixando claro que você cria conteúdo no formato UGC;
  • Use os termos certos, como UGC creator, criador de conteúdo e vídeos para ads;
  • Compartilhe seus bastidores, seus testes e até seus vídeos fictícios como parte do seu processo;
  • Mantenha seus perfis ativos, com publicações recorrentes que reforcem sua presença;
  • Deixe o contato visível e crie um destaque com seu portfólio ou principais trabalhos.

Dicas para se destacar como criador de UGC

Entrar no mercado de UGC é só o ponto de partida. Para crescer de verdade, é preciso ir além da estética e mostrar que você entende o que faz um conteúdo realmente funcionar.

Certas escolhas na rotina criativa fazem seu perfil se destacar com mais força:

  • Entenda o objetivo por trás do conteúdo: pense no que a marca quer alcançar com aquele vídeo e direcione sua criação para isso;
  • Adapte o formato para o canal certo: o ritmo e a linguagem de um anúncio não são os mesmos de um conteúdo orgânico;
  • Traga o produto para o centro da experiência: mostre utilidade real sem parecer ensaiado ou artificial;
  • Valorize o feedback recebido: aprenda com os retornos das marcas e mostre evolução de um trabalho para o outro;
  • Tenha organização em cada entrega: cuide dos prazos, nome dos arquivos e comunicação, como um profissional de verdade;
  • Acompanhe tendências com senso crítico: use o que está em alta como referência, sem abrir mão da sua identidade.

O que ninguém te conta sobre o mercado de UGC

Criar conteúdo no formato UGC pode parecer simples no início, mas basta dar os primeiros passos para perceber que existe muito mais envolvido do que apenas apertar para gravar. 

As oportunidades estão aí, mas junto com elas vêm aprendizados, ajustes constantes e um esforço real para se destacar. 

Tem alguns bastidores que pouca gente comenta e que fazem toda a diferença no caminho:

  • Nem todo trabalho paga bem no começo: os valores variam bastante e, muitas vezes, o primeiro job serve mais como porta de entrada do que como fonte de renda principal;
  • Feedback é ouro: o retorno que a marca dá, mesmo quando parece detalhista demais, ajuda a alinhar expectativas e elevar o nível do seu conteúdo;
  • Você é seu próprio comercial: encontrar oportunidades, enviar propostas, apresentar seu portfólio e negociar faz parte do jogo e é o que diferencia quem espera de quem se movimenta;
  • UGC pode ser só o início: muitos criadores acabam migrando para áreas como planejamento de conteúdo, social media ou direção criativa, com base nas habilidades que desenvolvem aqui.

FAQ: perguntas frequentes sobre como trabalhar com UGC

Quem começa a explorar o mercado de UGC costuma ter as mesmas dúvidas. Afinal, apesar de ser um modelo acessível, ainda existem muitos mitos e confusões sobre como tudo funciona na prática.

Abaixo, respondemos às perguntas mais comuns para ajudar quem quer entrar com mais segurança nesse universo:

Preciso aparecer nos vídeos?

Nem sempre. Tudo depende do briefing da marca. Em muitos casos, só suas mãos, voz ou a forma de demonstrar o produto já são suficientes.

Preciso ter seguidores para trabalhar com UGC?

Não. O foco está no conteúdo, não no tamanho da sua audiência. O que importa é sua capacidade de gerar conexão e entregar vídeos com qualidade.

Como cobrar pelos meus vídeos?

O valor varia conforme o tipo de conteúdo, a edição envolvida e o volume de entregas. Em média, iniciantes costumam cobrar entre R$50 e R$500 por vídeo.

Quais tipos de UGC as marcas mais pedem?

Reviews curtos, testes reais de produto, unboxings, vídeos com storytelling leve e conteúdos pensados para anúncios em Reels e TikTok, com ou sem fala.

Posso trabalhar só com UGC?

Sim. Muitos criadores fazem do UGC sua principal fonte de renda e conseguem atuar de forma recorrente com marcas de diferentes segmentos.

Onde divulgar meu portfólio?

Você pode usar o Instagram, LinkedIn, sites como Workana ou plataformas como Notion e Canva com link compartilhável. O importante é facilitar o acesso e manter tudo organizado.

Por que a Gummy entende (mesmo) de conteúdo que vende

A gente acompanha de perto a evolução do UGC porque vive isso todos os dias, junto com marcas e criadores. Aqui, conteúdo não é só bonito, é pensado para gerar resultado, engajamento real e conversão de verdade.

Como parceira do TTCX, o programa oficial do TikTok que conecta marcas a criadores, a Gummy faz parte de uma rede global que movimenta conteúdo estratégico na prática. 

Mais do que vídeos bem-feitos, entregamos narrativas que se conectam com o público e fazem sentido dentro das estratégias das marcas. E quando isso acontece, o conteúdo deixa de ser só entrega e vira impacto.

Quer acompanhar tudo o que está por vir no universo do UGC? O blog da Gummy é o lugar certo para isso.