Se você tem dúvidas sobre investir em marketing para millennials, preste atenção nesta estatística: a geração do milênio é composta de 75 milhões de indivíduos apenas nos EUA, com um poder de compra de mais de US $ 600 bilhões.

Engana-se quem pensa que os millennials ainda são adolescentes ou, no máximo, jovens que estão seguindo certas tendências de estilo e comportamento. Há muitos casais com filhos que também fazem parte desse grupo.

Consequentemente, estamos falando de uma geração que, em plena idade adulta, está adquirindo cada vez mais poder de compra, consumindo mais e ditando a cara e o tom do mercado.

Sendo assim, seja qual for seu público-alvo, é quase certo que você encontrará tomadores de decisão e influenciadores pertencentes a esta geração. Então por que não entendê-los melhor? Aproveite este conteúdo e leia sobre:

  • O “Millennials divide” e a divisão da Geração Y
  • Marketing para millennials: quem eles pensam que são?
  • O que o conteúdo deve oferecer para fisgar os millennials?

Millennials e o mercado:

Embora boa parte dos C-Level de grandes empresas ainda pertençam à uma geração anterior, é inegável o impacto das empresas modernas (especialmente ligadas à tecnologia) e de seus funcionários cada vez mais jovens em posições de decisão têm criado.

A influência é tamanha que tem causado uma verdadeira revolução na forma como são geridos os espaços de trabalho e os recursos humanos na empresas.

Afinal, quando pensamos em empresas inovadores, você provavelmente associa o pensamento a jovens da Geração Y trabalhando em um espaço bem decorado, com sofá para uma soneca e atributos descolados e divertidos, como mesas de sinuca, videogames e por que não, um tobogã, como na sede do Google em Tel Aviv.

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Não há dúvidas, portanto, que o mercado está sendo influenciado pelo comportamento Millennials no que diz respeito à novas formas de inovação.

Millennials divide e as suas subdivisões em categorias

Mas afinal, os Millennials são todos iguais?

Se você pensa isso, acaba que descobrir que a resposta é não!

No mundo há mais de 80 milhões de millennials. Eles começaram a nascer há exatamente 40 anos (a primeira geração é data de 1979 e a última nasceu, de 1995). E quanto mais próximos a esses extremos, maiores as diferenças entre eles.

Para o Google, este fenômeno tem nome. Chama-se Millennial Divide, ou a divisão da geração Y de acordo com a faixa etária.

Para além das quase duas décadas que os distanciam, as mudanças no planeta, é claro, interferem na sua forma de ver o mundo.

Logo, além de entender princípios de marketing para Millennials, o ideal é você saber com qual deles a sua marca anda conversando e, então, entender suas particularidades e reações a diferentes estímulos. 

Old Millennials

Segundo estudo realizado pelo Google, os Millenials se dividem, então, em dois grandes grupos.

De um lado, os “Old Millennials”, cuja idade varia entre 25 e 34 anos. Este grupo é formado por jovens adultos que viveram boa parte da vida sem internet.

Ser parte desta categoria significa ter sido criança nos anos 90, ter tido seu primeiro Smartphone quando já adulto ou adolescente e,  enquanto se divertia com brinquedos analógicos, ter acompanhado a popularização das primeiras versões do Windows, dos computadores Apple além de, claro, dever se lembrar deste barulhinho aqui.

Mesmo não sendo parte desta fatia de mercado, é importante observar alguns padrões situacionais e comportamentais inerentes a ela:

1) A maior parte dos Old Millennials está passando por momentos difíceis e que exigem grande maturidade.

Muitos vivenciam situações complexas como: conseguir um novo emprego, comprar uma casa ou apartamento, morar junto com o(a) companheiro(a), viajar ou morar para fora do país ou ainda o nascimento de um filho.

2) Adulting é uma palavra que você precisa conhecer se quiser entender melhor este público.

O termo, do inglês, é cada vez mais adotado em sociologia quando abordamos a Geração Y.

Segundo o dicionário Cambridge, Adulting é o ato de comportar-se como um adulto responsável e não como uma criança ou adolescente, em especial no que diz respeito a tarefas cotidianas, como comprar comida saudável, limpar a casa ou pagar boletos.

Embora a vida adulta gere muitos aprendizados e inúmeros memes, o fenômeno Adulting é responsável por uma certa sofrência dos Old Millenials, que frequentemente se comparam a seus pais em idade semelhante e enxergam um enorme gap entre os padrões econômicos vividos outrora e os atuais.

Ao mesmo tempo em que não há mais tempo para desfrutar da vida como um jovem descompromissado, ainda há muito o que conquistar para igualar-se às conquistas da geração anterior. Nesse sentido, “ser adulto” ou “adulting” é tão necessário quando doloroso.

Além disso, já era adulto em 2008 pode acompanhar a grande recessão mundial – que foi ditada pela quebra de grandes instituições financeiras. Essas interferências econômicas refletiram em desemprego e inflação e, consequentemente, trouxeram pessimismo.

3) Procuram por elementos que aliviem o “sofrimento” e facilitem suas rotinas,  como hacks e produtos “detox”

Como vimos, viver situações difíceis e tomar decisões adulta sem crise econômica faz com que os Old Millennials precisem esvaziar a cabeça de vez em quando. Eles adoram fazer isso acessando o YouTube, por exemplo.

Assim como consomem vídeos de “hacks” para fazer algo, há um constante sentimento de nostalgia e eles consomem muito conteúdo relacionado aos anos 90. Afinal, eles passaram a infância e início da juventude nessa década.

Young Millennials

De outro lado, temos os Young Millennials, a geração que já cresceu com medo de estar perdendo alguma coisa, totalmente acelerado pela cultura da velocidade e do imediatismo.

São considerados Young Millennials aqueles com idade entre 18 e 24 anos.

Ao contrário dos OM, já conheceram o mundo em plena recessão econômica e, por esse motivo, tendem a ser mais realistas e conscientes financeiramente.

Por esse motivo, valorizam o tempo dedicado aos estudos e têm a obtenção de títulos e diplomas como maior objetivo.

São hard users de redes sociais, mas respondem a estímulos específicos: não suportam propaganda e 58% afirma que prefere comprar de marcas com as quais se identificam, ou seja, dialogam com seus interesses.

O contraste na mesma geração

É uma forma de ver o mundo bem diferente de quem nasceu no fim da geração de millennials e passou a infância e adolescência nos anos 2000 – que já cresceu sem dar crédito ao milagre econômico, mas viu o mundo se modificar em um simples toque. A velocidade do touch trouxe inúmeras vantagens e ditou padrões de comportamento sem precedentes.

Para eles, smartphones e redes sociais são regra desde a escola.

Longe da nostalgia, para os young millennials a vida não só é agora, como só se vive uma vez.

Eles também gostam do Youtube, mas não para extravasar: no caso deles, ele é o maior parceiro na hora de aprender, já que o sonho do diploma é mais real para quem nasceu no início da geração de millennials.

Mas o que eles têm em comum? Ou como integrar essas duas gerações?

O acesso à informação é um caminho certeiro para ambas!

Marketing para millennials: quem eles pensam que são?

Para além de colocá-los em um gráfico, é preciso conhecer o que os interessa. Pelo que se apaixonam. Quais são seus dramas e como se comportam.

Essas informações são valiosas para  a sua estratégia de marketing para a geração Y. Vamos lá?

Sem anúncios tradicionais, por favor

Uma das coisas mais específicas que podemos dizer agora e que pode surtir o efeito que você deseja é: se quiser se comunicar com a geração do milênio, abandone a ideia de apenas divulgar uma marca.

Eles não são atraídos por esse tipo de estratégia – a menos que veja muito sentido em fazê-lo. Concentre-se em conteúdos relevantes: anúncios tradicionais não influenciam seu comportamento de compra.

O que o conteúdo deve oferecer para fisgar os millennials?

  • Nem pense em não ser original;
  • Logo, autenticidade é essencial;
  • Imagem é tudo;
  • Sem rodeios, seja direto!
  • Informe, eduque, inspire.

Vamos juntos acompanhar algumas características que podem definir a geração Y. Assim, poderemos desenhar um mapa informativo e bem intuitivo com estratégias de marketing digital para millennials.

O que nós queremos? Conexão!

Novo zapear da tv

É claro que essa geração assiste menos televisão e, se assiste, quase não presta atenção aos anúncios. Então, antes de irmos adiante, esqueça a ideia de produzir esse tipo de conteúdo, ok?

Por outro lado, informe-se sobre branded content na era digital. Você receberá informações de como adaptar a propaganda à nova era da informação. Não é nenhuma novidade que, para eles, passar o feed das redes sociais é o novo zapear da TV.

Você precisará dialogar com o tal “medo de perder algo” que a geração Y carrega. Esse receio foi batizado de Fomo. É ele quem faz com que essa galera cheque constantemente as mídias sociais, mantendo-se constantemente atualizados.

Eles não querem de jeito nenhum perder algum conteúdo.

Logo, una o útil ao agradável: produza conteúdos para que eles se conectem ao que você tem a dizer. Se os millennials sentirem que podem estar perdendo algo ao não acessar o seu conteúdo, você terá acertado o caminho.

Politicamente corretos e muito altruístas

O sistema de valores deles inclui – com muita força – o altruísmo. Não há mais como ignorar que essa nova geração quer fazer contato e manter relações com empresas que estejam engajadas com questões sociais e ambientais.

Não estamos apenas falando de causas que você pode ajudar ou colaborar com o trabalho. Os millennials querem mais do que isso.

Eles precisam compreender qual é o seu histórico como organização: a visão política dos seus executivos, o sistema de trabalho dos seus colaboradores e, ainda, como lida com as questões ambientais. E, acredite, eles querem mesmo saber! Conte tudo ou, melhor do que isso, não esconda nada.

Tente entregar algum valor, mas seja autêntico ao fazer isso. Aproveite, também, para dar ao seu público-alvo uma visão dos bastidores. Como a sua empresa funciona? Onde?

Lembre-se que a comunidade da geração Y é multicultural. Para se conectar efetivamente, não ignore campanhas que abordem várias subculturas étnicas.

Boca a boca online

A geração Y não faz a compra apenas pela sua necessidade. Para efetuar o pedido, eles levam em consideração, por exemplo, as avaliações online.

Também querem feedbacks de amigos e de familiares sobre produtos e marcas – e levam essas trocas muito em conta.

Eles acreditam que o conteúdo gerado por usuários tem mais valor do que aquele gerado pela própria empresa. É o tradicional boca a boca feito de forma eletrônica.

Mais do que isso, feito por meio de dispositivos móveis.

Dados para insights

Aproveite o fato dessa geração permanecer muito tempo online: extraia informações úteis sobre como você pode lançar seu produto ou modelar sua marca conforme a expectativa deles.

A internet também é espaço para a interação da sua empresa. Nas mídias sociais, comentários, dúvidas, reclamações, sugestões, estão todos abertos para quem quiser ver. Comente, agradeça, responda. Comunique-se.

Interação e educação

Se eles gostam mais de conteúdo gerado por meio de vídeos e compartilham mais esse tipo de informação, você já sabe o que fazer.

Eles certamente já não estão mais tão ligados no Facebook. Estão se comunicando com amigos, familiares e personalidades no Snapchat e Instagram. O Youtube também é um dos queridinhos dos millennials.

Lembra que eles adoram conteúdo interativo? Então, abuse de enquetes, infográficos, pesquisas – informações assim podem viralizar em segundos.

Confira nosso artigo sobre como produzir conteúdo para jovens para entender melhor.

Otimize seu conteúdo para vários dispositivos. Smartphone, tablet e laptop! E, claro, não esqueça que a autenticidade combina com todos esses formatos.

Esperamos que este conteúdo sobre marketing para millennials tenha sido útil e sanado todas as suas dúvidas sobre essa geração tão intrigante.

Quer se conectar com a gente? Conte-nos sobre sua experiência com a geração Y nos comentários. Até a próxima!

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