Hacks de conteúdo para e-commerce: práticas para melhor conversão

Hacks de conteúdo para e-commerce: práticas para melhor conversão

Se você trabalha ou atende clientes que vendem produtos ou serviços pela internet, você precisa urgentemente fazer as pazes com o Google e aplicar hacks de conteúdo para e-commerce. Não sabe como? Vem cá, eu explico.

Estar bem rankeado nos mecanismos de busca é um dos passos mais importantes para ser bem-sucedido no comércio virtual.

Todavia, você já tem um ponto a seu favor. Afinal, 71% das empresas trabalham hoje em dia com Marketing de Conteúdo. É o que nos mostra a pesquisa Content Trends 2017 em relação às estratégias de negócios no Brasil.

Isso significa que o mercado vem se tornando mais educado para esse tipo de abordagem. E também que os leads estão mais sensíveis à metodologia de atração de leads através de materiais informativos.

Como elevar as vendas com conteúdo para e-commerce?

Segundo dados coletados pela Hubspot para a The Ultimate List of Marketing Statistics for 2018:

  • 81% dos consumidores fazem pesquisas online antes de adquirir um produto;
  • 34% dos cliques para desktop e 31% para mobile, em média, são direcionadas ao anúncio que está na primeira posição do Google.
  • 61% dos profissionais do Marketing têm a otimização para SEO como sua maior prioridade.

No cenário de vendas online, a situação não é diferente. A produção de conteúdo para e-commerce serve para garantir que sua marca seja vista e percebida no ambiente digital, e, além disso, seja encontrado com maior facilidade por visitantes com potencial de adquirir o seu produto.

Veja alguns hacks relacionados à produção de conteúdo e redes sociais que vão fazer a diferença no sucesso de sua loja virtual!

 

Tutorial de hacks de conteúdo para e-commerce

Existem inúmeras formas de otimizar conteúdos para uma boa performance de e-commerce nas diferentes redes sociais e motores de busca.

Hacks são ações pontuais que visam um objetivo claro. No cenário dos negócios, esse objetivo normalmente envolve o crescimento, e, por esse motivo, são constantemente associados ao Growth Marketing. Listamos alguns hacks de conteúdo para e-commerce para você começar a implementar em sua loja virtual.

Mas lembre-se: não vale partir para os hacks sem, antes, fazer uma análise detalhada das atuais estratégias de Marketing disponíveis no mercado e identificar seus objetivos.

Somente assim, você poderá ter mais assertividade nas transformações que precisam ser feitas na sua operação. No mais, conheça-os:

1º hack de conteúdo: Open Graph

Sabe quando você compartilha um link no Facebook (ou outras mídias sociais) e é exibido um preview do conteúdo na postagem? Prazer!

Você já deve ter tido a experiência de compartilhar algo e a ferramenta bugar, formando um simples link, sem atrativo algum. Este mecanismo é relevante para chamar a atenção das pessoas. Com isso, vale à pena ser otimizada para assegurar o clique.

Por meio dele, é possível sinalizar ao site qual imagem deve acompanhar o post, bem como o título a ser exibido e o autor. Também é possível configurá-lo para mostrar o link e o meio de contato da loja virtual, dentre outras alternativas.

Nesse caso, deve-se configurar as metatags para separar e classificar cada informação a ser exibida.

Para programar seus Open Graphs e conhecer demais instrumentos, leia este artigo.

 

2º hack de conteúdo: Featured Snippets

Eles são a ferramenta pela qual o Google oferece um resumo do termo buscado acima das respostas orgânicas – a posição 0. Podem ser extraídos de qualquer um dos resultados da primeira página. Motivados pela agilidade, dois pontos devem ser levados em consideração.

Por um lado, o Featured Snippet pode esclarecer uma dúvida sem sair da página de busca. Por outro, a grande maioria dos cliques vão para os sites que ocupam a posição 0. Desse modo, assegure os dois para ter o melhor CTR (Click Through Rate).

Escolha cuidadosamente o termo ou a palavra-chave que você deseja conquistar e otimize o conteúdo com as melhores práticas. Diante disso, existem 3 tipos de Featured Snippets. São elas listas, parágrafos e quadros. Portanto, analise qual destes é utilizado na categoria em que seu negócio pretende concorrer.

Há diferentes formas de conseguir esta indexação. Um modo simples e prático é solicitá-la pelo Google Search Console. Basta ir na barra lateral, localizar a opção “Rastreamento” e selecionar “Buscar como o Google”. Aí, é só submeter o link do seu conteúdo e clicar em “Solicitar Indexação”. Com um bom trabalho e uma dose extra de sorte, você chega lá!

 

3º hack de conteúdo para e-commerce: Títulos

O título é um dos hacks de conteúdo para e-commerce mais importantes, uma vez que possui duas funções vitais. São eles melhorar o rankeamento por meio dos mecanismos de SEO e convencer o buscador a lê-lo.

Consequentemente, ele deve ser bem pensado, técnico e criativo. Ao mesmo tempo em que precisa chamar a atenção do Google e dos leitores. Uma boa dica para alcançar esse equilíbrio é utilizando o Search Console.

A partir dele, busque a aba “Search Analytics” e verifique quais os termos mais empregados para chegar aos seus produtos. Feito isso, acrescente outros que tragam bom retorno para o título, garantindo um CTR mais alto.

Sobretudo, use CTAs (Call to Actions) e outras palavras nos resultados pagos do Adwords. Elas são bastante planejadas e podem trazer insights preciosos para o seu trabalho.

 

4º hack de conteúdo: Automação de Marketing

A automação é sinônimo de praticidade e escalabilidade. A partir dos softwares adequados, é possível ganhar eficiência e rapidez nas estratégias de Inbound Marketing.

Além de gerar leads, o Marketing de Conteúdo também traz informação sobre os produtos: o que pode ser um grande diferencial para o comprador do e-commerce.

Buscando um software que integre automação de Marketing com CRM de vendas, você terá maior controle sobre as etapas da jornada do seu consumidor.

Por exemplo: você pode configurar no sistema que tipo de conteúdo deve ser direcionado a cada lead, conforme seu posicionamento dentro do funil. Isso garante um fluxo de nutrição adequado e aumenta as taxas de conversão.

Vale pesquisar as alternativas disponíveis no mercado e contratar um serviço de qualidade para a sua empresa.

 

5º hack de conteúdo: Copy

Organizar o copy diz respeito a fazer um uso estratégico da distribuição de informações na tela do usuário. Nesse caso, considera-se dados textuais e visuais.

Elas devem ser atraentes e estar posicionadas de modo a chamar atenção para os pontos certos, sendo capazes de pescar o interesse das personas definidas.

Alguns estudos mostram que os internautas tendem a fazer uma varredura do site com os olhos, antes de ler algo com cuidado. Segundo as pesquisas do  Neilsen Norman Group, o rastreamento visual de um leitor na Internet se dá num padrão de “F”. Observe as imagens a seguir, retiradas da própria pesquisa:

nagevação conteúdo para e-commerce

Considerando esse método, procure adicionar as informações mais relevantes ao processo de compra nas áreas em vermelho. Distribuir as palavras-chave e o conhecimento de maior destaque em títulos auxilia os usuários a identificarem suas seções de maior interesse.

Evidentemente, o vocabulário também é fundamental. Utilize chamadas de ação conforme o seu público-alvo e incentive-os a continuar a leitura.

Você vai ficar impressionado(a) com a força que investir na visibilidade do seu site pode ter sobre os resultados do e-commerce. Experimente e veja por si mesmo(a)!

Essas são algumas dicas de hacks de conteúdo para e-commerce. Mas, isso não é tudo! Preserve a mente de forma ativa e busque pelas estratégias que melhor funcionam em sua loja virtual. O único fato que você não pode perder de vista é a noção de que conteúdos otimizados incrementam o tráfego e asseguram novas vendas.

Agora, o céu é o limite! Conheça outros hacks  neste post. Pronto(a) para vender mais? Conheça também as melhores táticas de SEO para atrair mais visitantes para o seu site.

Evolução e tendências de conteúdo para e-commerce

Evolução e tendências de conteúdo para e-commerce

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Como evoluiu e a que nível chegou a produção de conteúdo para e-commerce no Brasil? Quais são os próximos passos dessa estratégia, que quebra a visão tradicional de que loja virtual deve se concentrar unicamente na otimização de ofertas e campanhas para venda?  

Para esclarecer os pontos acima, nosso Content Manager Wiliam Reis convidou para um bate-papo o Marcelo Bock, Diretor de Operações da Trinto – Agência de E-commerce com mais de 10 anos de experiência em performance digital.

Além de refrescar nossa memória com um apanhado geral da evolução do conteúdo para e-commerce até aqui, Marcelo falou sobre algumas tendências que futuramente estarão comumente ligadas às estratégias das lojas virtuais. Vamos lá:

Sobre os primórdios do SEO On-Page para e-commerce

“O conteúdo para e-commerce começou a ser “levado a sério” no Brasil por volta de 2008, porém ainda de forma muito específica.”

Como assim, específica?

Marcelo explica que a maioria das agências e profissionais da área começaram a entender que trabalhar conteúdo para descrições de produto de maneira mais complexa poderia ser benéfico para a performance em mecanismos de busca.

Planejamento e pesquisas por palavras-chave e a utilização das mesmas para criar descrições mais robustas se tornava, a partir dali, um diferencial competitivo.  

O uso do vídeo na descrição de produtos

Depois as empresas começaram entender isso, começaram a trabalhar outros formatos para enriquecer as descrições de produto.

No caso, o vídeo serviu como uma inovação na criação de conteúdo para e-commerce, ao possibilitar explicações mais complexas em relação à informações do produto e o sua utilização.

Hoje, já é comum que e-commerces possuam canais no Youtube abastecidos com frequência com materiais do gênero.

Até aqui, nos apegamos às inovações apenas em descrição de produtos.

Como cenário evoluiu a partir desse ponto?

Para Marcelo, a evolução se expandiu quando donos de e-commerces e agências começaram a pensar na produção de conteúdo para além da loja virtual, criando também estratégias complementares para abastecer blogs e redes sociais.

Por que tanto conteúdo se o meu objetivo é vender?

Embora tenha evoluído bastante, a visão de que marketing digital para e-commerce é estruturado na base de ofertas e campanhas perdura até hoje.

Segundo o COO da Agência Trinto, ainda é visível nas estratégias de marketplace que os investimentos feitos ainda são relativos à última etapa do funil.

Porém, vale lembrar que a taxa de conversão para venda em e-commerce no Brasil chega a seus 1,5% – 2% (em situações mais prósperas). Teoricamente, isso significa que a cada 100 visitantes, 1 ou 2 compram o produto e os demais se perdem nas demais etapas da jornada do comprador.

Marcelo afirma que, nesse ponto, a mudança de pensamento em relação à produção de conteúdo para e-commerce gerou uma alternativa para que os 98,5%, até então desconhecidos, sejam trabalhados e avancem até a etapa de decisão e compra.

Blog, redes sociais e e-mail marketing para os 98,5%

Toda essa evolução que estamos citando até aqui permitiu que o conteúdo para e-commerce não fosse encarado só para quem ia adquirir produtos, mas também para quem ainda não estava pronto para compra.

Sendo trabalhada como estratégia de atração, conversão e nutrição, a produção de conteúdo fez com que, especialmente e-commerce de nichos complexos (B2B), tivessem um caminho para “educar” o seu potencial cliente para a venda de produtos de alta complexidade, com ciclos de venda e tickets maiores.

Por isso, e-commerces começaram a apostar em estratégias de produção de conteúdo para blog, redes sociais e estratégias complexas de nutrição via e-mail marketing.

“Normalmente as pessoas esperam que o e-commerce tenha um conhecimento específico sobre o produto que está sendo ofertado.”

E isso faz toda a diferença.

A educação de mercado através do inbound commerce

O termo inbound commerce surgiu da aplicação da metodologia de inbound marketing em e-commerces.

Preocupados em educar e se relacionar com os 98,5% dos visitantes, os quais anteriormente nunca mais teriam notícias, agências e empreendedores começaram a estruturar suas estratégias com o viés inbound gerando a possibilidade da conversão.

A exemplo de nichos complexos, Marcelo citou a criação de conteúdos com a metodologia de inbound ecommerce para um cliente que possui como peças de elevador como produto para venda.

Assuntos como esse que exigem um maior conhecimento do público para compra, necessitam a exposição de informações densas que se referem ao produto em diferentes etapas da jornada do comprador, levando em consideração a buyer persona, com seus interesses e suas dores.

Veja aqui como criar uma persona

Voltando ao exemplo da empresa fornecedora de peças para elevador, podemos citar alguns exemplos de conteúdos a serem trabalhos:

Aprendizado e descoberta:
7 cuidados que você deve ter com um elevador empresarial

Reconhecimento do problema:
Checklist: como reduzir os custos de manutenção com elevador

Consideração da solução:
Conheça 5 soluções para quadros de força para elevadores

Decisão:
Por que optar por peças de elevador da marca X? Especialistas no assunto comentam.

Vale citar também que o conteúdo neste sentido, também auxilia na maturação do futuro cliente, otimizando o tempo do ciclo de vendas e minimizando dúvidas para a área de suporte.

O menosprezo das ações de topo de funil


Segundo Marcelo, infelizmente as ações de topo de funil ainda são menosprezadas pelo mercado de e-commerce.

Vista a necessidade e a pressa pela venda e atingimento de metas, conteúdos educativos e que não instantaneamente convertem em receita não são os queridos das estratégias de e-commerces.

Afinal, estratégias de Inbound commerce garantem resultados a longo prazo e necessitam de zelo por uma construção de trabalho bem feito contínuo.

“Só anunciar a marca não resolve”

Aqui, Marcelo cita como exemplo outro trabalho, dessa vez realizado para um e-commerce que comercializa equipamentos para clínicas de fisioterapia.

A divulgação de um conteúdo nesse nicho como “10 dicas para abrir uma clínica de fisioterapia” é muito provável que não gere uma venda, mas permite que o usuário representante dos 98,5% que citamos anteriormente avance na sua jornada de compra e, futuramente, se torne um cliente.

O mesmo acontece com estratégias de e-mail marketing, que não podem se ater a ficar apenas em ofertas de produtos.

Além disso, a criação de conteúdos conhecidos como materiais ricos possibilita o trabalho em usuários que “converteram” informando dados importantes para os trabalhos de nutrição posteriores, criando mais uma opção além da classificação por realização ou não da compra.

Essa é uma alternativa que inclusive vem substituindo muitas vezes os cupons de descontos em janelas de pop-up.  Ao invés de disponibilizar 10% de desconto na primeira compra, lojas virtuais vem aos poucos adotando estratégias que envolvem a divulgação de e-books e infográficos.

Assim, é possível nutrir usuários tanto usuários que estavam prontos para compra, quanto para quem ainda não está preparado, aumentando as taxas de conversão em venda.

O que vem por aí

Big Data + Conteúdo adaptativo

Um pouco longe da realidade brasileira, o Big Data ainda não é uma tecnologia plausível para e-commerces de todos os portes.

Porém, segundo Marcelo essa realidade está para mudar e o Big Data deve ser algo cada vez mais  presente nas estratégias de pequenos e médios e-commerce nos anos seguintes.

Inclusive, agências de e-commerce vem abrindo cada vez mais espaço para profissionais que possuem um background ou são especialistas em análise de dados.

Quem trabalha com e-commerce, principalmente no seu gerenciamento, sabe os impactos que o Big Data tem em grandes empresas como Walmart e Amazon, as quais conseguem em um gigante número de dados extrair padrões e agir de maneira preditiva com seus clientes.

Essa evolução, além de permitir a ação acima,  possibilitará a aplicação de estratégias de conteúdo adaptado para cada etapa de compra, conceito denominado de Adaptative Content.

Utilizada hoje, de maneira mais consistente, em plataformas de aprendizado, o conceito consiste da mudança (adaptação) do conteúdo em diferentes situações através da análise automática de dados. Entre os “gatilhos” que essa mudança leva em consideração para ocorrer estão:

  • Dispositivo
  • Contexto
  • Características do usuário

Disponibilizando experiências cada vez mais personalizadas, o conteúdo adaptativo tem como premissa atingir o coração do usuário, analisando sua situação e adaptando a experiência de compra da loja virtual para o seu dispositivo, contexto ou características pessoais ou de compra.

 

Tendência: como se destacar no marketplace?

Outra tendência em relação à estratégias de conteúdo para e-commerce está na atribuição de uma loja virtual trabalhar como nicho, ou seja, como especialista no produto que oferece.

Aqui, Marcelo comenta a necessidade fundamental de fornecer subsídios suficientes para que o usuário entenda o produto que irá adquirir de maneira plena, se colocando como autoridade no assunto.

Como? Criação de conteúdo que envolva as dores e necessidades da persona do e-commerce, envolvendo todas as etapas da jornada do comprador.

Os formatos trabalhos são vários: vídeos, blog posts, e-books, infográficos, planilhas, quizzes, snowfalls e por aí vai.

Se você trabalha em uma agência de e-commerce, é dono de uma loja virtual ou apenas gerencia uma, estar com uma presença virtual que mostre a autoridade/conhecimento que você tem sobre o assunto será cada vez mais fundamental para se destacar no marketplace.

Gostou? Fique à vontade para compartilhar seu conhecimento, sua opinião e comentários a respeito deste artigo.

 

Marcelo Bock possui mais de 10 anos de experiência no mercado de tecnologia, comunicação, projetos digitais, e-commerce e marketing digital. Formado em Publicidade e Propaganda pela Unisinos, é também Gerente de E-commerce e Marketing Digital pela Internet Innovation. Hoje Sócio da Trinto, atua na gestão da operação da agência e dos clientes para produzir experiências encantadoras e resultados permanentes no E-commerce.

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