A luta por espaço está em pauta, mas essa não é qualquer novidade. Com início ainda na Segunda Guerra Mundial, a participação da abordagem feminina se deu por motivos fortes. Uma vez que homens eram recrutados para lutar em campos de batalha, cabia às mulheres preencher os postos abandonados.

O lema era “for the girl, give a job” – traduzido como “para a garota, dê um trabalho”. A partir daí, houve a desconstrução da imagem masculina como alguém superior. Os princípios e ideais de uma sociedade tradicional já não se encaixavam mais. A cultura de impor funções outrora consideradas femininas, quase sempre ligadas ao ambiente doméstico, caiu por terra.

Desde então, a atuação feminina no mercado de trabalho aumentou de maneira gradual e hoje a participação de mulheres no setor corporativo cresce consideravelmente – em partes devido à coragem e competência de mulheres que outrora colaboraram para um mercado mais diversificado e igualitário.  

Embora muitos dos paradigmas iniciais tenham sido quebrados, nos dias de hoje, o debate sobre a participação feminina no mercado continua ativo e hoje ronda questões como empoderamento, assédio sexual no ambiente de trabalho e igualdade salarial.

Esse debate é construído em diversas oportunidades, entre elas, a partir da representação da mulher na mídia. Você percebe uma evolução sobre a imagem feminina da mídia e na publicidades nos últimos anos?

Neste conteúdo, abordamos o impacto da representação feminina no universo digital e seu impacto nas definições de beleza, novos hábitos e independência financeira.

Entenda ainda a evolução na abordagem feminina no Marketing e na Publicidade e porque você, profissional de marketing, precisa ficar atento a essas mudanças. Confira!

De que forma a mulher na mídia está expressando sua visão?

Quando se trata do papel da mulher na mídia, é importante analisar as mudanças que vêm ocorrendo ao longo dos últimos 10 anos. A quebra de padrões comportamentais e estéticos está revolucionando a indústria da comunicação, seja ela impressa ou digital. Isso porque, entre outros fatores, modelos de campanhas e editoriais podem ser vistas com:

  • ausência de maquiagem;
  • pouco retoques e/ou manipulação em imagens;
  • biótipos representativos, como o plus size;
  • idades diferentes, que valorizam a maturidade.

A efervescência social possibilitou uma concorrência acirrada frente aos veículos. De modo especial, em setores como moda e bem-estar, é possível ver que o diálogo estabelecido se aplica com particularidades.

Muito ainda se questiona, inclusive, sobre a aliança entre formadores de opinião – estilistas, bureaus de estilo e editoras de revistas – e blogueiras. Há programas direcionados até mesmo para discutir a importância dos profissionais.

Essa novo tipo de postura reafirma que o lugar da mulher é onde ela quiser! Multifacetada e permitindo se mostrar como realmente é, junto das características próprias, a abordagem feminina trouxe uma mudança importante no discurso. O tom passa a ser inclusivo. Além disso, a aderência do mercado publicitário à representatividade é a prova concreta de que barreiras estão sendo quebradas.

Sobre o feminismo, porém, é preciso deixar claro que as opiniões se dividem em dois polos. De um lado, o tema é visto como novidade, motivo para conversar e refletir.

Enquanto de outro, é percebido como deja vú, um assunto que causa fadiga. A pergunta que não quer calar é: ainda há demanda para a troca de ideias nos meios de comunicação? Como deve se posicionar a mulher na mídia frente à tantos fatores?

Conteúdo sob a nova abordagem feminina

A conexão direta e próxima, estabelecida de modo orgânico e totalmente autêntico com o usuário, é o caminho escolhido pela leva mais recente de comunicadoras. Entender como, de fato, o público dialoga entre si acerca das notícias é fundamental para que haja coerência e identificação. Afinal, qual é a conversa do almoço hoje? O que tira o sono das pessoas que se pretende atingir? Descobrir isso faz parte do papel da mulher na mídia.

É possível observar, até mesmo, como a exposição da vida pessoal e dos assuntos de maior interesse chamam a atenção e aguçam a curiosidade de que busca pelo conteúdo.

Principalmente, quando são feitos links entre as situações, misturando realidade diária com o que é tendência. Na abordagem feminina, trazer os sentimentos e a carga emocional é uma prática que se impõe cada vez mais, gerando resultados satisfatórios.

A campanha da Samsung para anunciar seu recente modelo de smartphone, o Galaxy A8, é um bom exemplo. Em formato de vídeo, a propaganda mostra reações de pessoas ao serem abordadas por uma garota desconhecida.

Enquanto tira fotos, ela diz a cada um o quanto é bonito. A sensibilidade se mistura com as aflições que o público-alvo – ou seja, os millennials – enfrenta de modo constante. São estes a falta de autoestima e o bullying. Veja, a seguir, o resultado dessa ação:

 

Adaptação às novas formas de consumo

A presença da mulher na mídia está sendo revolucionária. Não apenas no que se refere ao ato de compra e/ou venda. Mas, às experiências de consumo que são semeadas através dos veículos de comunicação. Afinal, é correto dizer que as revistas e os jornais perderam espaço para a Internet? As formas analógicas serão extintas?

Pelo contrário! A mídia impressa, atualmente, está ressignificando sua posição no mercado. Apesar de que, devido à facilidade de busca pela informação, as pessoas utilizam mais dos mecanismos via web – em especial, os jovens.

No entanto, quando o foco está na opinião e nas nuances da questão embasada, com análise e imersão, o texto redigido por alguém que tenha autoridade no assunto continua sendo visto como algo notável.

Fatores, assim como a credibilidade no entretenimento, são consequências da abordagem feminina e dos esforços na construção de uma nova linguagem com o consumidor.

A era do anúncio clássico, feito através do marketing tradicional, não tinha a preocupação de conduzir o espectador através de um storytelling. Já o Branded Content, recebe a ajuda da redação para direcionar o peso visual pelo olhar do veículo. Isso faz com que ele se envolva com o discurso e os valores do anunciante, levando à identificação com a marca.

A readaptação das placas tectônicas da comunicação se deve, em grande parte, ao modo como a mulher na mídia vem mostrando seu controle. No caso dos segmentos onde o feminino se faz mais presente, é fácil enxergar como o equilíbrio e a maturidade são pontos que transformam a maneira como um conteúdo pode ser preparado. Exemplos disso, são:

  • a relação entre influenciadores com publiposts e transparência (fim das campanhas);
  • a existência de micro e macroinfluenciadores (reinvenção e geração de milhões, com alto nível de engajamento);
  • a colaboração de formadores de opinião com outras marcas.

E você, o que pensa sobre o novo papel da mulher na mídia? Comente sua opinião!

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