Apesar de muito falarmos sobre eles em ambientes corporativos, pouco ainda se aplica na prática quando o assunto é a comunicação. Os jovens de hoje estão focados em interesses e gostos próprios, de modo que nada além dos aspectos com os quais eles se identificam se converterá em alcance. Estes são os millennials, também conhecidos como a geração Y – nascidos entre os anos 1980 e 1990.

Com a popularização da Internet, a era do conhecimento marcou a transição para o digital. Dessa forma, o analógico caiu em desuso e precisou se ressignificar, ao mesmo tempo em que assistia o mundo virtual evoluir. Mas, como atingir um público acostumado à tecnologia com recursos ativos e veiculados em massa?

 

Millennials: autoimagem e autocrítica

A geração do milênio valoriza aspectos referente a si própria e às suas opiniões acerca do que acontece no mundo. Estes pareceres podem ser consequência de experiências vividas ou mesmo da afirmativa de influenciadores. A tomada de decisão por parte desse público varia conforme tais fatores interferem no seu posicionamento.

O aprendizado dos millennials se dá por um mecanismo de repetição e assimilação. Hábitos e costumes viram uma verdade incontestável na medida em que são praticados. Estas pessoas são preparadas para lidar com o mundo quântico. Ciência e informação, futuro e realidade. O contraste anda lado a lado do progresso e da transformação contínua.

Para se comunicar com o público que pensa e age desta forma, é preciso uma audiência de participação ativa. A vontade de mostrar sua força e de ter sua voz ouvida é essencial para que haja o diálogo.

O filtro do conteúdo que chega até ele também é uma questão de extrema importância. Por se reservar num universo próprio, a dificuldade de atravessar tal barreira só pode ser vencida de uma forma. Identificando os desejos e necessidades dos jovens que vivem a transição para o digital.

É preciso identificar como você se junta e trabalha a favor de uma conversa com os jovens. Com uma mensagem profunda e de modo mais imediatista, pode-se chegar até os mais novos. As redes sociais são uma grande prova disso. Onde a interação e o modo como se constrói um relacionamento é aberto e participativo. Afinal, somente assim pode ocorrer a transformação de um usuário em um consumidor.

A mudança estrutural para melhor compreender as vontades do jovem deve acontecer de dentro para fora da organização. Há que entender: a dinâmica do mundo mudou, e com ela as formas de se expressar.

A transição para o digital acarreta em diversas mudanças, inclusive no estabelecimento de relações. Dito isto, de que modo podemos fazer com que o público juvenil estabeleça uma conexão com a marca? Como criar conteúdos de qualidade para atingir e fidelizar pessoas com um senso tão forte de opinião?

 

Como engajar millennials por meio de conteúdos

Reportar a cultura jovem do dia-a-dia, mostrando as transformações e validando isso nas marcas, é uma forma bastante eficaz de interagir. Já que este público se interessa, de forma ampla, por tudo o que diz respeito à sua própria geração. Ou seja, este é um ponto comum. A partir dele, é possível encontrar sinais de identificação e compartilhamento de ideias.

O conteúdo direcionado aos millennials deve ser feito por quem o consome. Aqui, vale dar oportunidades para quem está começando. Pessoas que estão cheias de vontade de criar, com a cabeça fresca e ideias a todo vapor. Exemplo são os estagiários, que desempenham muito bem esse papel. Mas, atenção! Por mais interessante que seja trazer o novo, deve-se manter os responsáveis pela comunicação sempre atualizados.

Além disso, para explorar a relação com os jovens, é preciso estimular a inquietação e fazê-los se questionarem de que forma o mundo funciona. A partir desses fatores, o próprio engajamento em relação ao conteúdo é outro. Os millennials tomam as dores para si e vão atrás de possíveis soluções. É aqui onde entra o papel das marcas: mostrar para eles que têm as mesmas preocupações. Que ambos estão do mesmo lado.

 

Consumo de mídia no sentido pragmático

Para entender como se dá a interação dos millennials com a geração de conteúdos digitais, é necessário observar a partir de reações. Sim, elas mesmas! As famosas expressões da rede social Facebook. Mas, somente essa ferramenta não é o bastante. As visualizações, curtidas e comentários também são capazes de dizer muito sobre a forma como o usuário se expressa e constrói vínculos com notícias na transição para o digital.

Entretanto, um paradigma entre observação e feeling x métricas e dados analíticos é visto hoje nas empresas de diversos setores. Não importa qual seja o ramo. Lidar com o jovem como buyer persona do negócio implica em uma série de pesquisas detalhadas. Estas podem partir da experiência de quem já convive e entende a forma dos millennials de pensar e agir. Mas, também podem ser advindas de mecanismos que servem de base para o acompanhamento constante das conversas estabelecidas.

Os jovens assimilam o conhecimento com rapidez e desejam obter uma troca saudável na construção do vínculo. É isso que faz a relação com eles ser tão difícil – e, por outro lado, tão rica. Manter a comunicação acontecendo e estar aberto ao diálogo são requisitos fundamentais para que haja experiências benéficas. Isso porque alguém sempre irá trazer algo de relevante, convertendo num insight colaborativo.

Por isso, estimular a criatividade nas pequenas coisas é tão importante ao longo desse processo. Quanto marca, é preciso conhecer o seu público mais a fundo. Afinal, o que está se consumindo de legal em mídia pelos jovens? Explore a visão dos estagiários sobre o universo do qual eles fazem parte. Eles sentem na pele as mesmas dores, compartilham dos mesmos ideais. São opiniões que, se forem levadas em conta, podem nortear esforços importantes na comunicação.

Ainda existem muitas pessoas offline, que estão em pleno processo de transição para o digital. Por esse motivo, é preciso olhar além da bolha. Online e offline precisam caminhar juntos, definindo cada um seus papéis e devidas relevâncias. Estar presente na conversa, onde o público está circulando, deve ser o maior objetivo de toda e qualquer empresa. É hora de apostar na ressignificação das coisas.

Gostou do nosso artigo sobre millennials e sua jornada pela transição para o digital? Então, acompanhe nossa série de posts que aborda as vantagens e dificuldades dessa geração. Tudo isso, é claro, no blog da Gummy!

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