Grandes empresas digitais estão mudando o futuro do conteúdo. A gigante Facebook é um exemplo disso. A cada novidade lançada pela empresa, surgem novas especulações sobre mudanças na forma de consumir conteúdo. No último dia 19 de Março, a notícia divulgada foi de que os criadores de conteúdo poderão usar a rede social como uma plataforma de assinaturas de vídeos, podendo cobrar mensalidades para os seus seguidores.

Essa novidade deve começar a partir da segunda quinzena de Abril para alguns criadores selecionados, mas ainda em fase de testes. Só que muitas discussões já estão surgindo pela internet.

Seria esse o fim da democratização dos conteúdos nas redes sociais? Ou será o início da verdadeira forma de TV digital por assinatura? Vamos trazer um panorama mais amplo sobre essa novidade para discutir essa nova ideia.

Como vai funcionar as assinaturas de vídeo pelo Facebook?

A plataforma de assinatura de vídeos vai funcionar de maneira parecida com outras que já conhecemos pela internet: um valor será pago para o produtor de conteúdo (a partir de US$ 5 mensais) que fornecerá aos seus assinantes o acesso direto a conteúdos exclusivos, além de outras vantagens.

Muitos foram pegos de surpresa com esse anúncio, mas se voltarmos até Junho de 2017, tivemos a divulgação de uma notícia que falava sobre como a empresa que é dona das publicações dos jornais americanos “New York Times” e “Wall Street Journal”, além do inglês “The Times”, já vinha tratando com o Facebook sobre a possibilidade das assinaturas online dessas publicações.

Agora já temos uma visão clara de que a rede social de Mark Zuckerberg foi além, partindo para os vídeos, onde já possui uma disputa acirrada com o YouTube.

Qual a vantagem para produtores de conteúdo?

Ao que tudo indica, essa nova iniciativa do Facebook é uma forma de atrair novos produtores de conteúdo para competir ainda mais com a plataforma de vídeos da Google.

A principal vantagem para quem produz conteúdo é realmente ter um retorno monetário em cima dos vídeos baseado no valor de cobrança que estabelecer, já que, segundo as informações divulgadas até então, a rede social não vai reter nenhum valor sobre os ganhos desses produtores. Apenas as lojas de aplicativos poderão receber um percentual.

O que vamos observar caso a nova ideia e os testes funcionem é cada vez mais uma onda de segmentação por parte do público. Mas essa questão também pode abrir margem para outras dúvidas.

Qual será o impacto nas redes sociais?

Essa nova forma de disponibilizar conteúdo usando a maior rede social do planeta pode causar diversos impactos. Hoje o consenso geral é que deve existir sim uma disponibilização gratuita dos conteúdos, para que cada vez mais pessoas possam ter acesso. Os rendimentos podem vir através da publicidade e de outras parcerias.

Com essa nova possibilidade proposta pelo Facebook, haverá uma limitação do acesso aos conteúdos apenas para quem estiver disposto a pagar por isso, diferentemente do YouTube, que conseguiu encontrar meios de remunerar os produtores de conteúdo sem cobrar nada.

Por outro lado, talvez estejamos perto de presenciar a criação da verdadeira forma que pensamos sobre a TV Digital. Afinal de contas, se é preciso pagar para ter esse conteúdo, que seja o conteúdo relevante para cada usuário.

A certeza que temos é que essa discussão ainda vai durar por bastante tempo. mas e para você, essa notícia é positiva mesmo para os produtores de conteúdo? Ou acha que vai impactar negativamente? Deixe o seu comentário abaixo com a sua visão sobre o tema. Até a próxima!

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