Passar o feed das redes sociais é o novo “zapear” da TV. Com esse ato, é possível decidir em questão de poucos segundos os conteúdos que serão consumidos – ou ignorados – pelo usuário. Quando se trata do público jovem, isso fica ainda mais evidente.

A otimização do tempo para interagir somente com o que desperta curiosidade faz da propaganda na era da informação um grande desafio para os profissionais do mercado.

Decorrente desse processo, a pesquisa por hábitos e costumes desse tipo de consumidor se faz mais necessária do que nunca. Isso porque, numa velocidade rápida e constante, as preferências acerca das formas de adquirir conhecimento e entretenimento estão mudando.

Não há mais espaços para padronização do diálogo! Conforme as transformações no dia a dia dos jovens, o acompanhamento na comunicação deve estar presente.

Uma vez que se estabelece um relacionamento com millennials, é impossível voltar atrás. A geração Z, que praticamente nasceu com os avanços tecnológicos, utiliza cada vez mais as mídias digitais como meio de ocupação em pequenos intervalos.

Para conquistar a atenção dos mais novos, a propaganda na era da informação precisa fazer mais do que apenas entender o momento. Deve entregar valor num formato coerente com a realidade.

Como a propaganda na era da informação tem se adaptado?

Para entender como se dá a propaganda na era da informação, é preciso saber que os millennials não são todos iguais. Lidar com este seleto grupo de uma forma “pré-moldada” não garante satisfação, independente do que está sendo abordado. A divisão desse público ocorre porque, apesar das semelhanças globais, os costumes podem variar de acordo com a facilidade de acesso ao conhecimento e com a visão de mundo.

É cada vez mais difícil para quem atua no setor de Marketing acompanhar as transições de comportamento do público jovem. De acordo com as gerações que vão passando, muito sob a influência de fatores socioculturais, os adventos da tecnologia passam a fazer parte de marcos históricos.

Você sabia que a compra do primeiro celular pode ser considerada como um dos eventos mais importantes na vida de adolescentes? Segundo a pesquisa, esse momento pode ser equivalente à sensação de se formar ou tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Isso se dá pela independência que o acontecimento proporciona àqueles que estão iniciando suas primeiras conquistas pessoais.

Outro dado que vale à pena estar atento(a) é que mais da metade dos entrevistados usa smartphones para atividades como assistir vídeos (72%), trocar mensagens (52%) e mexer nas redes sociais (51%). Para eles, ter inscritos e seguidores em seus perfis nas páginas de relacionamento são aspectos importantes.

Tendo estes recursos como base para dar início ao diálogo, uma marca que está conectada às expectativas do público pode aproximar-se de forma natural do consumidor que pretende atingir.

É identificando os mecanismos com os quais o jovem se engaja que a propaganda na era da informação pode vencer obstáculos e aproximar esforços.

Hoje em dia, os vídeos são responsáveis por converter as melhores taxas de engajamento, sendo assistidos e assimilados de modo eficaz quando o assunto é a propaganda na era da informação. Um exemplo disso são as alternativas de compartilhamento de vídeos em diferentes mídias sociais. Elas vão desde vlogs no YouTube, stories no Instagram, teasers no Facebook e até mesmo gifs no Twitter.

De que forma implementar o Branded Content?

Sabia que, atualmente, passamos cerca de 39 horas semanais consumindo vídeos? É isso o que aponta uma pesquisa feita pelo Think With Google, em 2016.

Independente do meio, uma vez que os jovens são multitela, esse recurso vem ganhando força. Cerca de 90% dos usuários brasileiros relacionam vídeos ao YouTube, sendo que 43% utilizam a plataforma como primeira fonte de busca sobre uma solução.

Quando uma empresa passa a trabalhar com aquilo que, organicamente, vem funcionando como atrativo, o caminho para o Branded Content se torna natural e amigável.

Um case de sucesso sobre propaganda na era da informação é a Brahma, que tem um canal sobre música sertaneja para conversar com o seu público.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o público simpatizante da música, a marca se destaca ao patrocinar eventos relativos à cultura popular e à música sertaneja, gerando maior associação do público-alvo com a bebida. Cria-se ligação clara: “cerveja oficial do rodeio”, “cerveja de festa” e assim, ganha-se um potencial ainda maior de atingir essa parcela do mercado.

A ação, que acontece via plataforma YouTube, rende entre 75-80% de visualização.

Dessa forma, reapresentar marcas mais antigas para novos públicos é uma estratégia que vem apresentando bons frutos.

O intuito é passar para o usuário uma imagem criativa, que seja capaz de gerar identificação. A partir de interesses em comum, a empresa oferece algo relevante, construindo uma travessia pela qual nutre o indivíduo até o possível consumo.

O fato de não subestimar a audiência deve ser amplamente levado em conta aqui. Qualquer falha no estabelecimento da comunicação pode ser crucial. Alguém pode se interessar pela marca ou pela solução que ela apresenta e, no meio da jornada de compra, se deparar com aspectos que o desmotivem e o façam desistir da conclusão do processo.

A propaganda na era da informação possui requisitos para que haja uma conversa com qualidade. As promessas feitas pela marca, por exemplo, devem corresponder à audiência em termos de valor. Para isso, é possível trabalhar na intersecção através do conteúdo – também conhecido no Marketing como as etapas do funil.

A propaganda na era da informação na prática

Para as marcas, sem olhar porte ou dimensão da fatia de mercado, nunca foi tão necessário ser relevante e construir uma relação sólida com o público jovem.

Isso porque a mídia tem o papel não só de suportar, mas de qualificar a audiência pelo discurso do conteúdo. Assim, a propaganda na era da informação conta com o apoio de materiais que possam educar os mais novos para o momento da compra.

Lembre-se de que a empresa tem o target, mas precisa focar no publisher. Ou seja, aquele que corresponde aos esforços de marketing, encaminhando-se para o momento da venda. A fim de atingir o objetivo final, concretizando o processo, deve ser tomadas medidas como:

  • Construir campanhas em torno do conteúdo, e não o inverso;
  • Ter cuidado com o que é publicado, independente do tempo de decisão;
  • Revisar constantemente a estratégia inclusiva, já que se pode bloquear anúncios.

E você, em que momento vai aplicar Branded Content na estratégia comercial? Saiba como produzir conteúdo para jovens e use a propaganda na era da informação a seu favor!

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